Poeticidade Maltrapilha

Rodrigo de Alcântara ( Apresenta )

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Dre

Que calma, Andressinha trazia no meigo  jeito de olhar 
Nos braços dela eu fazia os meus sonhos mais sinceros morar
Era a noite quem nos deixava falar
Bem baixinho, sem razão
Enquanto o mundo se calava para escutar o coração
Minha senhora Andressinha fazia-me tão bonito sonhar
Trazia em seu doce canto um sereno e lento bailar
Sinais de um amor eterno consagrando cada instante
Valei me Deus, que sentimento tão puro, tão avassalante
Valei me Deus, a graça, bem de tarde outra vez ver Andressinha
Concedei-me o peso mais doce 
Pude vê-la outra vez sorrindo
Pois com Andressinha encontro abrigo 
Mesmo quando ela não está
Ela mora em cada suspiro 
Em tudo que o peito guarda

Em pensamento, alma e coração
Valei me Deus, reaver Andressinha
Valei me Deus, meu coração que ainda chama essa menina

Se o destino escrever outro caminho 
E o tempo insistir em separar
Guardarei seu nome em silêncio 
Como quem aprende a rezar
Porque amores que não acabam 
Apenas aprendem a esperar
E enquanto existir este peito 
Andressinha há de nele morar.