Nos braços dela eu fazia os meus sonhos mais sinceros morar
Era a noite quem nos deixava falar
Bem baixinho, sem razão
Enquanto o mundo se calava para escutar o coração
Minha senhora Andressinha fazia-me tão bonito sonhar
Trazia em seu doce canto um sereno e lento bailar
Sinais de um amor eterno consagrando cada instante
Valei me Deus, que sentimento tão puro, tão avassalante
Valei me Deus, a graça, bem de tarde outra vez ver Andressinha
Concedei-me o peso mais doce
Pude vê-la outra vez sorrindo
Pois com Andressinha encontro abrigo
Mesmo quando ela não está
Ela mora em cada suspiro
Em tudo que o peito guarda
Em pensamento, alma e coração
Valei me Deus, reaver Andressinha
Valei me Deus, meu coração que ainda chama essa menina
Se o destino escrever outro caminho
E o tempo insistir em separar
Guardarei seu nome em silêncio
Como quem aprende a rezar
Porque amores que não acabam
Apenas aprendem a esperar
E enquanto existir este peito
Andressinha há de nele morar.
