Quando o atabaque toca
e a gira começa a cantar,
eu sinto no fundo da alma
uma presença a me abraçar.
São vozes de outros tempos,
são histórias que não morreram,
são meus ancestrais na caminhada
e os caminhos que eles me abriram.
Meus ancestrais caminham comigo,
meus guias seguram minha mão.
Ogum protege meus passos,
Xangô me ensina justiça e razão.
Oxum derrama suas águas,
Iemanjá me ensina a confiar,
e sob a luz de Oxalá
eu encontro forças pra continuar.
